Ortóptica - Saiba Mais!

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Ortóptica - Saiba Mais!

Mensagempor Marlene Brandão em Quarta, 11 Mar 2009 23:18

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Texto, fotos e revisão técnica: Andreia Guerreiro,
Arranjo gráfico: Fernando Leite



A palavra ortóptica tem origem grega e provém da junção das palavras Ortho e optikos, direito e olhos, respectivamente.

A primeira abordagem prática ao estrabismo foi feita por Paulos Aeginata, no sec. VII, um físico grego, que utilizou uma mascara com dois orifícios numa tentativa de corrigir a posição dos olhos de forma que ficassem “direitos” (fig.1).

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Fig. 1 Máscara de Paulos Aeginata

No sec. XIX começa o desenvolvimento da ortóptica como a conhecemos hoje.

* Historia Nacional da formação da profissão Ortóptica


Como inicialmente não haviam escolas, eram os hospitais centrais e outros departamentos do ministério da saúde que faziam pequenos cursos sem uniformidade e sem reconhecimento do diploma entre as instituições.
Em Junho de 1961 na portaria 18523 surgiram centros de preparação de técnicos e auxiliares dos serviços clínicos.
O 1º período de formação de ortóptica surgiu em 1962, foi publicado na separata do “Jornal Medico”, pelo Prof. Dr. Silva Pinto (Faculdade de ciências do Porto) um artigo a anunciar o curso de ortoptistas com programa semelhante aos cursos ingleses e integrados em centros de formação e anexos aos serviços de oftalmologia.
O primeiro curso de ortóptica realizou-se no Porto em 07 de Fevereiro de 1963, o curso tinha a duração teórica de 2 anos e o estágio de 5 meses, para concorrer ao curso era necessário ter como habilitações mínimas o 3º ciclo. De oito alunas que se candidataram nesse ano, sete formaram-se em Fevereiro de 1965.

* Perfil profissional do Ortoptista
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* Missão

Identifica, quantifica e qualifica as anomalias da visão binocular, define e executa programas terapêuticos com vista à reeducação visual. Desenvolve capacidades residuais de pessoas sub-visuais. Executa exames complementares de diagnóstico de exploração funcional anatomofisiológica da estrutura ocular.

* Diagnóstico

Efectua exames ortópticos, analisando e avaliando o equilíbrio oculomotor, através da aplicação de um conjunto de testes, com o objectivo de avaliar o estado sensorial e motor da visão binocular. Elabora relatórios sobre o diagnóstico ortóptico e o plano terapêutico aconcelhavel.
Realiza exames complementares ao diagnóstico, de exploração funcional anatomofisiológica da estrutura ocular, utilizando equipamentos de diversas bases tecnológicas, com vista à avaliação da função visual, da condução nervosa do estimulo visual, das deficiências do campo visual, entre outros.
Realiza exames para a detecção de erros refractivos e adaptação de lentes de contacto com vista à compensação dos mesmos.

* Terapêutica

Planeia e executa os programas terapêuticos de recuperação, reeducação e reabilitação ortóptica de desequilíbrios motores do globo ocular com vista a optimizar a funcionalidade da visão binocular.
Desenvolve capacidades visuais residuais de indivíduos com sub-visão ou com perturbações neuro-fisiológicas, com vista a potencializar a funcionalidade visual, e colabora com o mesmo objectivo em programas de integração escolar, social e profissional.
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* Áreas de prevenção e promoção da saúde e investigação

Participa em programas de rastreio e prevenção de deficiências visuais e do enraizamento de determinadas afecções.
Desenvolve acções de sensibilização, esclarecimento e/ou aconcelhamento junto do doente/utente e familiares, no âmbito da educação e da promoção da saúde.
Elabora estudos de investigação no âmbito da sua área de intervenção.

* Locais de Exercício da Actividade

- Unidades hospitalares
- Centros de saúde
- Clínicas privadas
- Centros Ópticos
- Estabelecimentos de ensino
- Empresas de medicina do trabalho
- Centros desportivos
- Estabelecimentos de reeducação especializados
- Exercício liberal

EXAMES COMPLEMENTARES AO DIAGNÓSTICO

* 1. Campimetria

A campimetria é um meio de avaliar a sensibilidade retiniana de um indivíduo através do seu campo visual, que se define como sendo uma área de espaço dentro da qual todos os objectos são vistos simultaneamente por um olho em fixação estável.
Existem dois tipos de campimetria: a qualitativa (fig.2) que apenas nos mostra se o defeito existe ou não e se existe qual a sua forma, e a quantitativa(fig.3) que além de nos mostrar o defeito quantifica-o.

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Fig. 2 Campimetro de Goldmann e respectiva representação gráfica

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Fig. 3 Perímetro Estático Computorizado e respectiva representação gráfica


* 2.Topografia e Queratometria

A topografia da córnea é um exame necessário para avaliar a córnea, elabora um mapa da parte posterior e anterior da mesma e atribui coloração ás diferentes elevações que esta estrutura ocular possui, permitindo assim, observar alterações que possam existir.

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Fig. 4 Realização da Topografia da córnea e Fig. 5 Representação gráfica do exame

A queratometria pode ser calculada manualmente ou de uma forma automática, uma das formas automáticas de a calcular é através da topografia. Alguns aparelhos topográficos, como é o caso do Orbscan (fig. 5), fazem também esta medição, outro é o queratómetro automático(fig.6). Manualmente utiliza-se o queratómetro de Javal (fig.7) de forma a medir as curvaturas da córnea.

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Fig.6 queratómetro automático

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Fig. 7 Queratómetro de Javal, visto pelo ortoptista, e visto pelo paciente

* 3. Biometria

A biometria é a medição do comprimento axial. Esta medição é combinada com a queratometria numa fórmula para determinar o poder da lente intra-ocular que substitui a lente natural na operação da catarata.
A exactidão é muito importante. Um erro de 4 mm pode resultarerro de 1 dioptria no poder da lenteintra-ocular.

A sonda é colocada perpendicularmente ao olho (A) e cada estrutura que o feixe atravesse forma um pico na representação gráfica (B)

* 4. Rastreio Oftalmológico

Consiste num conjunto de exames realizados antes de cada consulta. Inicia-se pela medição da graduação através do autorefractómetro(Fig.8), a tensão ocular através do tonómetro de sopro(Fig.9) e a medição da graduação dos óculos do paciente, se existirem, através do frontofocómetro(Fig.10).

Existem situações em que se efectua um rastreio à visão binocular através de um aparelho chamado visiotest (Fig.11).

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Fig.8

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Fig.9

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Fig 10

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Fig. 11

* 5. Retinografia / Angiografia

Este exame permite visualizar a circulação nos vasos retinianos e permite ainda monitorizar o tratamento de problemas oculares que tenham sido realizados.
Para este exame é necessário dilatar a pupila de forma a que o fundo do olho fique bem visível. Antes de injectar o contraste realiza-se a retinografia(Fig.14), uma fotografia do fundo ocular, que nos permite prever as zonas a estudar.
Após ser injectado o contraste, inicia-se uma sequência fotográfica de forma a conseguir captar todas as fazes da circulação. Em pacientes diabéticos é necessário fotografar nas várias posições do olhar para verificar se existe retinopatia diabética.

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Fig.12 Realização do exame

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Fig.13 Angiografia com patologia

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Fig.14 Retinografia

* 6. OCT – Tomografia de coerência óptica

Este é outro exame que damos preferência á dilatação, isto porque, como é um exame em que se quer estudar a retina, quanto mais dilatada estiver a pupila melhor. O OCT permite-nos visualizar cortes transversais da retina em todos os seus ângulos, e analisar assim, cada uma das 10 camadas que esta estrutura ocular possuí.
O OCT permite ainda a medição da escavação do nervo óptico em pacientes com glaucoma.

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Fig. 15 Realização do OCT

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Fig. 16. Imagem gráfica do OCT

* 7. Microscopia especular

Permite-nos visualizar e fazer a contagem das células do endotélio da córnea. Através desta contagem de células o aparelho analisa o tamanho e a forma das mesmas de forma a perceber se existe alteração das células endoteliais.

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Fig. 17 Aparelho Microscopia Especular

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Fig. 18 Exame normal

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Fig.19 Exame alterado

* 8. Adaptação de Lentes Contacto

O primeiro passo numa adaptação de lentes de contacto é a obtenção de informação do paciente acerca do próprio, modo de vida, o porque da utilização das lentes de contacto, entre outros aspectos. A observação do olho, do pestanejo e da lágrima são muito importantes na selecção da lente. Realiza-se um autorrefractometro e a partir deste confirma-se a graduação do paciente, faz-se a medição da queratometria e procede-se á selecção da lente. Esta tem de estar totalmente de acordo com todos os parâmetros estudados anteriormente.

Realiza-se uma primeira adaptação com a lente seleccionada, o paciente aguarda 30 a 60 minutos para perceber se se sente bem com a lente colocada. Realiza-se novamente o autorrefractometro, desta vez com a lente colocada, e confirma-se novamente as graduações para ver se o paciente esta a ver a 100% para o perto e para o longe. Observa-se na lâmpada de fenda o movimento e a centragem da lente. Caso não esteja bem adaptada volta-se a colocar outra lente em conformidade com a graduação corrigida, o paciente aguarda novamente, é posteriormente observado e assim até se atingir a lente correcta. Caso esteja adaptada, há que ensinar a por e a tirar a lente de contacto, fazer todas as recomendações de higiene que esta necessite e encomendar a lente de contacto definitiva.

* 9. Avaliação da Visão binocular

Existem variados exames e técnicas para estudar a visão binocular dependendo de cada caso, entre eles:

Estudo da acuidade visual

Estudo dos movimentos oculares

Teste de cover

Teste das luzes de worth

Testes de percepção simultânea

Testes de fusão

Testes de estereopsia

Régua de RAF

Asa de Maddox

Cruz de Maddox

Estudo ao sinoptofero


Entre muitos outros que existem, estes exames permitem estudar a visão binocular e através de exercícios de ortóptica trata-se problemas como o estrabismo.

* 10. Electrofisiologia

A electrofisiologia é extremamente útil em oftalmologia, apesar de já não ter o uso que tivera outrora.
A electrofisiologia reúne um conjunto de técnicas responsáveis por registar a actividade eléctrica desde a retina até ao córtex visual em resposta a um estímulo visual.

10.1. Electro-oculograma

O EOG é um exame electrofisiológico binocular que regista a actividade eléctrica do epitélio pigmentar retiniano neurosensorial, através de movimentos oculares alternantes e modificações de luminosidade, realiza-se em condições binoculares, não é necessário o uso de midriáticos nem de anestésicos visto que não é agressivo.

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Fig.20 – Colocação dos eléctrodos no EOG

Para iniciar o exame é necessário colocar cinco eléctrodos no paciente, o eléctrodo preto é colocado na testa do paciente e os outros quatros estão divididos dois a dois por dois canais. O canal 1 corresponde ao olho direito e corresponde a um eléctrodo vermelho colocado no canto externo e um eléctrodo azul colocado no canto interno. Por sua vez o canal 2 corresponde ao olho esquerdo onde se coloca o eléctrodo vermelho no canto interno e o eléctrodo azul no canto externo.

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Fig.21 – Registo gráfico no EOG

10.2. Electro-retinograma ERG

O ERG é outro exame electrofisiológico binocular que regista a actividade bioeléctrica global da retina, na sua função de órgão receptor da luz, através do registo dos potenciais de acção retiniana.

Compreende de duas ondas, uma positiva (onda a) e outra negativa (onda b) onde a duração é aproximadamente 1ms. A onda a estuda a camada de fotorreceptores da retina e a onda b as camadas intermédias da retina.


ERG pattern

Exame binocular que necessita de correcção e de anestesia mas que dispensa dilatação visto que é necessário visualizar os padrões que surgirão no écran. Este exame estuda especificamente as células ganglionares.

ERG flash

Exame binocular que não necessita de correcção, realiza-se com dilatação e como há contacto directo com o olho há necessidade de anestesia. Este exame estuda os fotorreceptores e camadas mais externas da retina.

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Fig.22 gráfico de ERG

No olho direito coloca-se um eléctrodo no canto externo do olho e um eléctrodo corneano directamente no olho, no olho esquerdo processa-se exactamente da mesma forma, por fim um eléctrodo preto na testa.
ERG multifocal

Este exame estuda uma grande área retiniana que resulta num campo visual central podendo detectar patologias retinianas.
Realiza-se o exame de forma semelhante ao ERG pattern, apesar do padrão apresentado ser diferente, o ERG multifocal apresenta um padrão de hexágonos com as cores preto e branco que vão alternando entre si durante o decorrer do exame.

10.3. Potenciais Evocados Visuais PEV

O exame os potenciais evocados visuais é outro dos exames electrofisiológicos existentes, realiza-se em condições monoculares e regista a actividade bioeléctrica de toda a via óptica até ao córtex occipital.

Na realização deste exame são colocados três eléctrodos no paciente, um azul na testa, um preto no centro da cabeça e um vermelho 1cm a cima da protuberância.

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Fig.24 colocação de eléctrodos no PEV

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Fig.25 gráfico de PEV
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Marlene Brandão
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Re: Ortóptica - Saiba Mais....

Mensagempor Patricia G. em Terça, 06 Jul 2010 19:05

Boa tarde.
Soube à pouco tempo do que realmente 'sofro' (o termo técnico) - insuficiência de convergência.
Após aguardar 3 anos por uma consulta no Sistema Nacional de Saúde, onde nada me foi detectado, decidi posteriormente dirigir-me a um Optometrista, que me disse que devia fazer terapia ocular (não estou certa do termo)...
pois muito bem... Para além disso, disse ainda que lhe parecia ver 'uma cavidade' (um suposto glaucoma) que me aconselhou a verificar num oftalmologista...
...Mais uma vez e após pagar 70€ por uma consulta, nada me foi diagnosticado e a verdade é que sinto há bastante tempo um desconforto na vista esquerda e a insuficiência de convergência, (que mais parece estrabismo) está a piorar.
Peço por favor ajuda, no sentido de saber onde me posso dirigir, já que não encontro (pelo menos na internet nem nos especialistas que até agora consultei - excepto o Optometrista), especialistas na Zona do Porto. Estou a começar a fartar-me de más avaliações por parte das pessoas (especialistas) que contacto e gostaria realmente de saber onde posso fazer a terapia, para poder corrigir e/ou melhorar a minha visão e me poder sentir melhor comigo mesma e se possível saber se é dispendioso fazer essa terapia. Agradeço desde já a atenção prestada.
Patrícia Gonçalves
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Re: Ortóptica - Saiba Mais....

Mensagempor luis0martins em Terça, 06 Jul 2010 22:27

Se de facto o problema é a Insuficiência de Convergência, sugiro que procure um Ortoptista na zona do porto... Sei que existem vários, pois são elementos que actuam nas equipas de oftalmologia dos hospitais públicos e privados. Eu trabalho no Sul do país por isso não sei dizer especificamente alguem que trabalhe nessa área, mas acredito que existam no Porto diversas clinicas de oftalmologia com essa valência!

É lamentável que em tantas consultas realizadas ninguem tenha conseguido ser claro e procurado resolver esse problema, isto sem questionar a qualidade das consultas. A insuficiência de convergência não é dificil de diagnosticar desde que se faça o teste correcto.

Em relação ao tratamento em si, pode tornar-se dispendioso caso o problema seja mais sério e necessite de mais sessões. Normalmente o minimo de sessões a realizar são 6, e o preço no privado costuma rondar os 20 a 30€ por sessão. Normalmente o tratamento tb não ultrapassa a as 12 a 15 sessões, e pode ser realizada uma a duas sessões por semana... mas tudo depende do plano de tratamento programado pelo Ortoptista em cada caso especifico.

A unica coisa que posso fazer para ajudar é transmitir os resultados de uma pesquisa que fiz nas paginas amarelas electronicas:
http://www.pai.pt/m%c3%a9dicos---oftalmologia-%28olhos%29/alta-vista-cl%c3%adnica-oftalmol%c3%b3gica-lda/y:pt_2546441_1__1.html#

http://www.clinsborges.pt/
http://www.cmas.pt/main.php?id=4&id_categoria=2
http://centro-oftalnorte.pai.pt/
http://oftalconde.pai.pt/

Existe ainda a clinica oftalmolócia das ANtas...

Sugiro que ligue ou contacte estas clinicas de acordo com a sua preferência e tente saber se consegue marcar uma avaliação de Ortóptica!
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Re: Ortóptica - Saiba Mais....

Mensagempor zuppara em Quarta, 07 Jul 2010 09:15

Experimenta esta clínica: http://www.pai.pt/m%C3%A9dicos---oftalm ... _3__1.html é cara, mas vais ver que ficas a saber se tens ou não tens nada. Eles têm oftalmologistas, optometristas e ortóptica. Sugiro que quando te dirigires lá digas do que suspeitas e que já passaste por vários locais sem te diagnosticarem nada.
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Re: Ortóptica - Saiba Mais....

Mensagempor Patricia G. em Quarta, 07 Jul 2010 11:01

Agradeço desde já a brevidade das respostas ao Luís Martins e 'Zuppara'.
É para mim uma ajuda preciosa!
Não me sinto confortável com esta 'insuficiência' e como tem vindo a piorar, acho realmente triste deixar a minha vista degradar-se se na verdade há algo que posso fazer. Neste momente, já tenho vergonha de encarar as pessoas nos olhos, porque pareço uma estrábica... e quando estou cansada ainda se torna muito pior e vísível. :-(

Volto em breve para dar noticias e espero que sejam positivas.
Obrigada mais uma vez.

Patricia Gonçalves
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