Crise económica restringe acesso dos portugueses a cuidados

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Crise económica restringe acesso dos portugueses a cuidados

Mensagempor Marlene Brandão em Segunda, 10 Nov 2014 14:33

Crise económica restringe acesso dos portugueses a cuidados de saúde oral

As conclusões do primeiro Barómetro Nacional de Saúde Oral mostram que 70% dos portugueses têm falta de dentes naturais, sendo que mais de 20% tem falta de pelo menos 10 dentes e 7% da população portuguesa não tem qualquer dente natural. São números divulgados no XXIII Congresso da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD).

O barómetro foi realizado pela consultora QSP em todo o País, incluindo nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, e tem validade estatística.

Quase metade dos inquiridos, 48,8%, afirma realizar um check-up dentário menos de uma vez por ano e 29,5% não vão ao médico dentista ou apenas vão em caso de urgência ou dor.

O barómetro revela também que 56,1% dos portugueses que têm falta de dentes naturais não têm nada a substituí-los. Apenas 7,7% têm dentes substitutos fixos, sendo que os restantes 36,2% possuem prótese.

Metade dos inquiridos admite que já sentiu dificuldades em comer e/ou beber devido a problemas na boca e nos dentes e 18% confessa que já se sentiu envergonhado por causa da aparência dos seus dentes.

Para o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva “os resultados do barómetro demonstram que ainda há muito a fazer pela saúde oral dos portugueses. Ainda não há consciência plena do efeito que as doenças da boca têm na saúde em geral dos portugueses. Doenças como diabetes, cardiovasculares, infecções, são muito influenciadas pela saúde oral. As pessoas continuam a adiar as consultas de medicina dentária e isso significa que quando vão ao médico dentista já têm situações graves. O número de desdentados é extremamente elevado e isso inibe uma alimentação correcta, pondo em causa toda a saúde.”

O barómetro revela que os portugueses têm hábitos de saúde oral básicos, mas poucos têm hábitos mais sofisticados. Se 97,3% afirma ter por hábito escovar os dentes, contudo, 54,4% não usa elixir e 76,2% admite não usar fio dentário. Dos que escovam os dentes, 72,7% fazem-no duas ou mais vezes por dia.

As mulheres apresentam taxas de hábitos de higiene e limpeza superiores aos homens.

A falta de dentes naturais, com excepção dos dentes do siso, está correlacionada com o hábito de escovar os dentes, na medida em que quantos menos dentes naturais possui quem respondeu, menores são os seus hábitos de higiene.

Entre os que responderam ao barómetro, 20,9% diminuiu o número de visitas ao médico dentista no último ano e a questão monetária é o principal motivo evocado para não ir ao dentista. Há 8,3% de portugueses que nunca foram a uma consulta de medicina dentária.

O barómetro revela ainda que os portugueses estão satisfeitos com o seu médico dentista, 93,5% afirma estar satisfeito ou muito satisfeito com o seu médico dentista. De sublinhar que 63,7% dos portugueses nunca mudaram de médico dentista. Os principais factores de fidelização são a confiança no médico dentista, a qualidade nos serviços prestados e a habituação.

Uma maioria de portugueses, 63,9%, afirma que tomou conhecimento do seu médico dentista por recomendação de amigos, familiares ou conhecidos.

Os atributos que os portugueses mais associam ao seu médico dentista são “confiável”, “prestável”, “paciente” e “cuidadoso”. É ainda de salientar que a maioria, 64,5%, esclarece as suas dúvidas de saúde oral junto do seu médico dentista, em prejuízo de outros meios, como a internet.

Apenas 10,2% dos portugueses recorrem ao Serviço Nacional de Saúde quando precisam de serviços de saúde oral.

O Barómetro Nacional de Saúde Oral vai estar disponível no site do Observatório de Saúde Oral da Ordem dos Médicos Dentistas em http://www.omd.pt/observatório.

Foram realizadas 1102 entrevistas presenciais. A amostra foi construída através do método de amostra estratificada proporcional, garantindo a representatividade estatística de todas as regiões portuguesas, segundo dados do INE. A margem de erro teórica é de 2,95% para um intervalo de confiança de 95%.



Fonte: RCM Pharma
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